IA: Empresas ainda engatinham na hora de medir o retorno do investimento
Destaques
- •A maioria das empresas já usa IA, mas poucas sabem medir seu real valor para o negócio.
- •O desafio é conectar custos de tokens e GPUs a objetivos estratégicos.
- •A responsabilidade pela eficiência da IA agora é de todas as áreas, não só da TI.
A multiplicação de agentes e aplicações de inteligência artificial deixou uma pulga atrás da orelha das lideranças: como saber se a tecnologia está realmente gerando valor para o negócio? A discussão esquentou no TI Inside Innovation Forum 2026, onde ficou claro que as empresas estão em diferentes níveis de maturidade nessa jornada.
Enquanto algumas já mapeiam custos e retornos, outras ainda lutam para acompanhar o consumo de tokens e GPUs e dimensionar onde vale a pena investir. O grande desafio, segundo Telma Luchetta, sócia da EY, é associar esses custos e retornos a uma agenda estratégica.
Olhar só para o custo pode enganar. Uma aplicação mais cara pode trazer ganhos maiores, como aumento de volume transacional ou melhor relação com clientes, ao mesmo tempo que reduz outros custos. É a análise conjunta que mostra a real eficiência.
A responsabilidade pela eficiência da IA agora se espalha. Com a tecnologia cada vez mais nas mãos das áreas de negócio, a mensuração de consumo e retorno não pode mais ficar restrita ao TI.
A alta administração precisa liderar esse movimento, conectando-o aos objetivos estratégicos e diluindo a responsabilidade pelas iniciativas entre as unidades de negócio, com a governança estabelecendo os padrões.
E por falar em métricas, comparar percentuais de produtividade e eficiência entre empresas sem considerar suas particularidades pode distorcer a análise. O ROI precisa refletir a realidade de cada negócio.
O estudo da EY revela um dado chocante: 98% dos líderes já usam IA, mas apenas 25% a integraram de fato aos sistemas corporativos. Essa lacuna dificulta a conexão entre consumo tecnológico, custos e resultados estratégicos.
A tendência é que a IA deixe de ser apenas uma agenda de adoção tecnológica para se tornar uma questão de gestão financeira, governança e responsabilidade compartilhada em toda a organização. 💰



