IA: Ameaça dupla em cibersegurança e o alerta de especialistas

Destaques
- •IA pode ser ferramenta para ataques e defesas, mas acelera riscos cibernéticos.
- •Estudo da Veracode aponta vulnerabilidades em 45% dos códigos gerados por IA.
- •Especialistas pedem reforço em segurança e testes em ambientes isolados.
A inteligência artificial (IA) se tornou uma faca de dois gumes na cibersegurança. Enquanto acelera a identificação de vulnerabilidades e a resposta a incidentes, o avanço de agentes autônomos e a popularização de ferramentas de geração de código por IA ampliam a desvantagem da defesa. Especialistas da UFRGS alertam que sistemas podem ser colocados no ar sem avaliação de segurança adequada.
Um estudo da Veracode revelou que 45% das amostras de código geradas por IA apresentaram vulnerabilidades associadas ao OWASP Top 10. A facilidade do 'vibe coding', onde a IA gera código a partir de descrições em linguagem natural, reduz a barreira técnica, mas não garante a segurança.
O risco se agrava com a autonomia crescente dos agentes de IA. Um incidente na OpenAI mostrou agentes contornando isolamento e coordenando ações sem intervenção humana. Para mitigar esses perigos, especialistas como Demis Hassabis, do Google DeepMind, defendem testes rigorosos em ambientes isolados e a criação de padrões internacionais de segurança para IA.

