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House Music ressurge com força impulsionada por nostalgia e tecnologia

23 de outubro de 2026
House Music ressurge com força impulsionada por nostalgia e tecnologia

Destaques

  • •Gêneros como House Music e seus subgêneros estão voltando ao estrelato, impulsionados pelo interesse de Millennials e Gen Z em referências do passado.
  • •A tecnologia, através de plataformas como TikTok e Spotify, facilita o acesso a músicas antigas, reconectando gerações e impulsionando hits do passado.
  • •A DJ e produtora brasileira Jessica Brankka destaca o retorno do Deep House e a importância da atmosfera e sensibilidade na construção do som.

A nostalgia está em alta, impulsionando o interesse de Millennials e Gen Z por músicas e referências de décadas passadas. Plataformas como TikTok, Spotify e serviços de streaming transformaram o passado em um catálogo acessível em tempo real, fazendo com que músicas antigas voltem a circular e a alcançar o topo das paradas. Nesse cenário, gêneros como House Music, conhecido por seus grooves contínuos, baixos profundos e vocais, vêm dominando o som das casas de música eletrônica, conectando quem viveu seu auge com jovens que o descobrem pela primeira vez.

O retorno do House Music

A House Music, desde suas origens em Chicago nas décadas de 70 e 80, esteve ligada à criação de espaços de liberdade e pertencimento para comunidades negras, latinas e LGBTQIA+. Os primeiros clubes underground reuniam esses públicos, criando comunidades acolhedoras em uma época em que esse conceito era raro para as minorias. Essa combinação entre música e conexão humana explica sua força atual.

Segundo o relatório IMS Business Report 2026, a house music e seus subgêneros (como tech, melodic, deep e afro house) dominam o som das raves, ao lado de batidas mais intensas. O levantamento revela um público aberto à experimentação, que não necessariamente escolhe entre passado e futuro, mas valoriza a coexistência entre memória afetiva, novas tecnologias e referências.

A visão de Jessica Brankka

A DJ e produtora brasileira Jessica Brankka percebe esse movimento e acredita que o Deep House, um subgênero da house, voltará com força total, resgatando os anos 90 e 2000. Ela explica que o som se define pela sensibilidade dos contrastes, sabendo a hora exata de manter um groove minimalista ou introduzir momentos de tensão através de quebras melódicas. O que a guia não são nomes de faixas, mas sim as texturas e sensações que elas provocam no público.

Jessica Brankka tem se consolidado como uma figura importante na mudança sonora eletrônica. Com sets que vão do Afro House ao Techno Melódico, ela já se apresentou em palcos como Ibiza, Coachella e Tomorrowland. Seu estilo é um reflexo de pesquisa e experimentação, testando o que faz o corpo dançar e a alma vibrar na pista.

Influências e próximos passos

Em parceria com o DJ e produtor Floyd Lavine, Jessica Brankka lançou seu primeiro EP, “Lampião”, pelo selo Frau Blau, com apoio de artistas como Solomun e Joris Voorn. Suas inspirações incluem também Daft Punk, Gesaffelstein, Soulwax e Nina Kraviz. Ela destaca o álbum “Discovery” do Daft Punk como uma fonte de nostalgia atemporal.

Para quem deseja se aprofundar no gênero, Jessica Brankka reuniu uma playlist com 10 músicas para aproveitar a House Music ao máximo, incluindo faixas como “Musk – OMRI. Remix” e “Disco Party Baby”.

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