Harley-Davidson na mira: Tarifas viram fantasma recorrente para a gigante americana

Destaques
- •Canadá impõe tarifa de 50% sobre produtos Harley-Davidson em retaliação às tarifas americanas.
- •Harley já gastou mais de US$ 170 milhões em 8 anos para absorver tarifas e manter preços estáveis.
- •A identidade americana da marca a torna alvo fácil em disputas comerciais globais.
A Harley-Davidson, um ícone americano, está novamente no centro de uma guerra comercial. O Canadá acaba de impor uma tarifa de importação de 50% sobre os produtos da fabricante, como resposta direta às tarifas americanas.
Essa não é a primeira vez que a empresa se vê nessa situação. Ao longo dos últimos oito anos, a Harley já desembolsou mais de US$ 170 milhões para tentar manter os preços ao consumidor sem alterações, um esforço que parece cada vez mais insustentável.
A situação se agrava porque a identidade da marca como um símbolo dos EUA, aliada à sua importância política em estados como Wisconsin, a torna um alvo preferencial em retaliações comerciais. Governos estrangeiros sabem que atingir a Harley-Davidson gera um impacto simbólico e político.
A empresa se mantém discreta sobre seus planos para o Canadá, que representa 4% de sua receita. No entanto, concessionários locais já expressam preocupação com o impacto nos preços para o consumidor final, temendo que a demanda caia drasticamente.
Uma possível saída para a Harley, caso o conflito se arraste, seria aumentar a produção em sua fábrica na Tailândia, já que produtos não originários dos EUA não estão sujeitos a essas tarifas canadenses. 📉




