Guerra no Sudão: A vida invisível dos bebês nascidos de estupro

Destaques
- •Jovem de 17 anos relata ter sido sequestrada e estuprada por combatentes do RSF no Sudão.
- •Filho nascido do estupro não possui pai registrado, o que impede o registro de nascimento e acesso a direitos básicos.
- •Milhares de crianças sudanesas enfrentam futuro incerto por falta de documentação oficial, agravado pelo colapso dos serviços públicos devido à guerra.
Uma jovem sudanesa de 17 anos, cujo nome foi alterado para Amira, vive um pesadelo silencioso. Fugindo da guerra civil em El Fasher, ela relata ter sido sequestrada e estuprada por combatentes do RSF, resultando em uma gravidez.
O problema mais grave agora é que o filho de Amira, nascido dessa violência, não tem pai registrado. Isso impede o registro de nascimento, a obtenção de documentos e, consequentemente, o acesso a direitos básicos como vacinação e educação.
A situação de Amira reflete um drama que afeta milhares de crianças no Sudão. Com o colapso dos serviços públicos e o fechamento de cartórios devido ao conflito, milhares de nascimentos não estão sendo registrados, deixando uma geração inteira em um limbo administrativo e social.




