Guerra no Oriente Médio: Trégua temporária alivia preços do petróleo, mas Brasil ainda sente o baque

Destaques
- •Cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã alivia temores de escalada global.
- •Preços do petróleo Brent caem até 16%, voltando a níveis mais baixos.
- •OCDE revisa projeção de crescimento do PIB brasileiro para 1,5% em 2026, citando guerra como fator de risco.
A recente trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã trouxe um alívio momentâneo para os mercados globais, com os preços do petróleo caindo significativamente após o anúncio de que o Estreito de Ormuz será reaberto.
A notícia, que evitou uma intensificação do conflito e o risco de sanções mais severas, fez o petróleo Brent recuar até 16%, com o barril negociado em torno de US$ 94. O gás natural europeu também registrou quedas expressivas.
No entanto, essa calmaria internacional pode não ser suficiente para impulsionar a economia brasileira. A OCDE revisou para baixo sua projeção de crescimento do PIB do Brasil para 1,5% em 2026, abaixo dos 2,5% de 2025, alertando que a instabilidade no Oriente Médio e o consequente aumento nos preços de energia podem frear o avanço.
Essa desaceleração esperada realça a fragilidade econômica do país, que patina em um cenário de baixo crescimento há décadas, mesmo com o governo Lula buscando alternativas. A guerra, mesmo com a trégua, expõe essa vulnerabilidade. 📉




