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Oncoclínicas: Dívidas disparam e mercado precifica risco de calote

08 de abril de 2026
Oncoclínicas: Dívidas disparam e mercado precifica risco de calote

Destaques

  • Remuneração de debêntures e CRIs da Oncoclínicas dispara no mercado secundário, refletindo temor de proteção contra credores.
  • Títulos da empresa negociados com descontos relevantes, indicando perdas para investidores.
  • A empresa confirma que avalia medida cautelar para se proteger de cobranças e renegociar dívidas.

O mercado já está sentindo a pressão: a remuneração dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e das debêntures da Oncoclínicas disparou no mercado secundário. Isso significa que quem tem esses títulos na carteira já está vendo o valor cair, pois o mercado exige um retorno maior para financiar uma empresa que pode pedir proteção contra credores.

Em um exemplo gritante, uma debênture com vencimento em novembro de 2027, que foi emitida com CDI + 1,62%, já está sendo negociada a CDI + 26,4%. Pior ainda, o papel está sendo vendido a cerca de 73,8% do valor de face, configurando uma perda real para o investidor.

A empresa confirmou que está avaliando a possibilidade de ingressar com uma medida cautelar. O objetivo é se proteger de cobranças e ganhar fôlego enquanto negocia com credores, diante do risco de descumprir covenants financeiros.

A situação é delicada e reflete um cenário de aperto para empresas de saúde brasileiras que buscaram expansão agressiva e agora enfrentam juros altos. A Oncoclínicas se junta a outras companhias como Raízen e GPA que também buscaram reestruturação.

Fontes

https://investnews.com.br/feed/

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