Guerra no Irã: Academia Iraniana critica Trump e pede autodeterminação

Destaques
- •Acadêmicas iranianas criticam intervenção militar dos EUA e de Israel, afirmando que democracia não se impõe com bombas.
- •Ativistas iranianas relatam dificuldade de comunicação com familiares no país devido à guerra.
- •A guerra muda as prioridades, com a sobrevivência superando a busca por liberdade diante da destruição.
Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometia liberdade ao povo iraniano, acadêmicas do país criticavam duramente a intervenção militar. Mansoureh Shojaee, ativista iraniana, questiona como um ataque pode trazer democracia, afirmando que "a democracia não vem pelas mãos do inimigo".
A falta de comunicação com familiares no Irã é um reflexo do caos. Naghmeh Sohrabi, professora de História do Oriente Médio, descreve a situação como "iranianos no limite", com a sensação de que a guerra pode ter mudado as prioridades da população, colocando a sobrevivência acima da luta por liberdade.
A guerra traz consigo um impacto devastador para a população civil, com milhares de mortos e feridos, incluindo crianças. As especialistas alertam que a autodeterminação e o diálogo nacional são o caminho para um futuro democrático, não a intervenção militar. "Sou contra tanto à guerra quanto à repressão da República Islâmica porque acredito que os iranianos merecem um futuro melhor", conclui Sohrabi.




