Guerra dos Discos: México e Brasil na Linha de Frente Contra o Fim da Mídia Física no PlayStation

Destaques
- •Autoridades mexicanas denunciam a Sony por criar condições de monopólio com o fim da mídia física.
- •Políticos argumentam que a compra digital não confere propriedade real, com risco de remoção de jogos.
- •Deputada brasileira Érika Hilton também busca proteger direitos do consumidor contra a iniciativa da Sony.
A Sony Interactive Entertainment está prestes a dar adeus às mídias físicas no PlayStation, mas a decisão não está caindo bem. Autoridades no México, como a deputada federal Iraís Reyes e o senador Luis Donaldo Colosio, já entraram com denúncia na Comissão Nacional de Antitruste, argumentando que o fim dos discos criará um monopólio na PlayStation Store.
A principal preocupação é que, ao migrar totalmente para o digital, o consumidor perde a propriedade real sobre o que compra. Eles citam que os Termos de Serviço da PlayStation indicam que “o que você compra digitalmente, não é seu”, abrindo margem para a remoção de jogos da biblioteca, como já ocorreu com títulos como Concord e The Crew, e até mesmo a remoção de mais de 500 filmes comprados por usuários.
E essa batalha não é só no México. No Brasil, a deputada federal Érika Hilton também já acionou órgãos de defesa do consumidor para barrar a iniciativa. A Sony, por sua vez, respondeu com um “Entendemos os fãs, mas vamos em frente”, mostrando pouca intenção de mudar o curso.
Ainda que o PlayStation 5 mantenha a compatibilidade com discos antigos, o futuro é incerto, e o aviso nas novas caixas do console já deixa claro: a partir de janeiro de 2028, jogos novos serão apenas digitais. 📉



