GPA e Casas Bahia: A briga bilionária que pode mudar o varejo
Destaques
- •Casas Bahia contesta plano de recuperação extrajudicial do GPA, alegando irregularidades na votação de credores.
- •Disputa gira em torno de um crédito de R$ 231,7 milhões que a Casas Bahia alega ter a receber do GPA.
- •Ministério Público também questionou o plano, citando falta de homogeneidade entre os credores.
A briga entre GPA e Casas Bahia esquentou! A varejista de eletrodomésticos está contestando na Justiça o plano de recuperação extrajudicial do dono do Pão de Açúcar, que busca reestruturar uma dívida de R$ 4,5 bilhões.
No centro da confusão, um crédito de R$ 231,7 milhões que a Casas Bahia diz ter a receber do GPA, referente a passivos trabalhistas. A varejista alega que o plano do GPA não detalha dívidas e que a votação dos credores pode ter sido manipulada, misturando credores financeiros e não financeiros.
O Ministério Público de São Paulo também deu pitaco, questionando a homogeneidade do grupo de credores. A juíza, no entanto, pediu mais detalhes para impedir a homologação.
A Casas Bahia, apesar de contestar, estaria disposta a aceitar o plano se sua impugnação não vingar. O plano prevê a emissão de novas debêntures, que podem ser convertidas em ações do GPA. Mas a história não para por aí: o GPA também é credor da Casas Bahia em cerca de R$ 700 milhões!
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