Governo quer frear R$ 255 bi em pagamentos de precatórios do setor sucroalcooleiro
Destaques
- •Governo pede ao STF suspensão de ações indenizatórias.
- •Risco de impacto de R$ 255,3 bilhões em 2026 sem perícias.
- •Suspeitas de esquemas envolvendo o Banco Master e precatórios.
O Governo Federal bateu na porta do Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de urgência: suspender ações indenizatórias que envolvem o setor sucroalcooleiro. A preocupação é com o pagamento de precatórios sem a devida comprovação de prejuízo.
A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que, sem perícia técnica individual, o desembolso pode chegar a assustadores R$ 255,3 bilhões em 2026. Isso porque o entendimento atual do STF exige a comprovação do dano efetivo para que a União seja responsabilizada.
A AGU quer que essa exigência de perícia seja estendida para as indenizações e precatórios já expedidos, evitando que valores sejam pagos sem a devida individualização técnica. O caso está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que já enviou o debate para o plenário.
Essa novela ganha contornos ainda mais sérios com as suspeitas de que esses precatórios do setor sucroalcooleiro podem ter sido usados em esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. A ideia é que o banco comprava créditos com desconto e os usava como lastro para captar recursos no mercado, inflacionando os valores. 📉

