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Gerdau (GGBR4) supera expectativas no 3º trimestre com força na América do Norte

27 de outubro de 2026

Destaques

  • •Gerdau (GGBR4) apresenta resultados acima do esperado no 3º trimestre de 2026, impulsionada pela operação nos EUA.
  • •Margem EBITDA na América do Norte atinge 27,7%, a maior em 15 trimestres, com carteira de pedidos acima de 100 dias.
  • •A companhia anuncia dividendos de R$ 0,34 por ação e mantém programa de recompra, com analistas divididos entre recomendação neutra e de compra.

A Gerdau (GGBR4) apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre de 2026, superando as expectativas do mercado, com destaque para o desempenho robusto na América do Norte e forte geração de caixa livre. A performance positiva fez com que as ações da companhia subissem 2,20% no pregão, alcançando R$ 26,01.

A XP Investimentos classificou o balanço como positivo, atribuindo o sucesso à contínua solidez das operações na América do Norte, onde as margens se expandiram em relação ao trimestre anterior, impulsionadas pela alta nos preços do aço. Essa tendência favorável, segundo a XP, também deve se refletir nos resultados do quarto trimestre de 2026 (4T26).

Desempenho robusto na América do Norte

O Goldman Sachs destacou que as operações norte-americanas registraram um trimestre forte, com margem EBITDA de 27,7%, a maior dos últimos 15 trimestres. Esse resultado foi sustentado por volumes resilientes de vigas e perfis, que cresceram 3% anualmente, e preços realizados mais altos, com alta de 5% em dólares na comparação trimestral. O controle de custos e uma carteira de pedidos superior a 100 dias também contribuíram para o desempenho.

O banco também apontou que o efeito defasado dos reajustes de preços deve continuar beneficiando os resultados no quarto trimestre, embora volumes menores e custos de paradas operacionais possam atuar como fatores negativos.

O Itaú BBA manteve uma perspectiva positiva para o desempenho operacional da Gerdau no 4º trimestre, especialmente na América do Norte, onde as margens permaneceram sólidas mesmo com a parada programada para manutenção em Midlothian.

Desafios e perspectivas no Brasil e América do Sul

No Brasil, o desempenho da Gerdau ficou acima do esperado pelo Goldman Sachs, impulsionado por um mix de vendas mais rentável e menor participação das exportações. No entanto, o enfraquecimento da demanda doméstica é uma preocupação para os próximos trimestres, com as vendas de aços longos caindo 12% anualmente, em parte devido ao impacto dos juros elevados na construção civil. O mercado de aços planos também começa a sentir os efeitos do pico de importações.

A XP espera margens menores no 4T26 no Brasil, à medida que os preços mais baixos do aço sejam incorporados aos resultados. O JPMorgan apontou a operação da América do Sul como o destaque negativo, com EBITDA de R$ 160 milhões, uma queda de 21,9% em relação ao trimestre anterior e 10,6% abaixo das estimativas do banco, devido a custos mais elevados.

Dividendos e recomendações de analistas

A Gerdau anunciou o pagamento de dividendos de R$ 0,34 por ação, correspondendo a um dividend yield anualizado de 5,4%, e deu continuidade ao seu programa de recompra de ações. A XP Investimentos mantém a Gerdau como sua preferida no setor de Mineração e Siderurgia, citando a sólida geração de fluxo de caixa livre (FCF) nos EUA em 2027 e a exposição em dólares como diferenciais.

O Goldman Sachs reiterou recomendação neutra para Gerdau, com preço-alvo de R$ 29. O Bradesco BBI também manteve recomendação neutra, mas reconhece que a resiliência na América do Norte e o câmbio favorável devem sustentar os lucros e o valuation da empresa. O JPMorgan, por sua vez, manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 35.

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