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Geraldo Alckmin é reeleito vice-presidente e deve ter papel central no governo Lula 4

26 de outubro de 2026
Geraldo Alckmin é reeleito vice-presidente e deve ter papel central no governo Lula 4

Destaques

  • •Geraldo Alckmin, 73 anos, foi reeleito vice-presidente da República pela chapa de Luiz Inácio Lula da Silva.
  • •Alckmin deve ter um papel mais central no governo Lula 4, com possibilidade de assumir o Ministério da Fazenda ou outra função relevante para dialogar com o setor produtivo.
  • •A reconfiguração ministerial de Lula 4 visa dar mais protagonismo a nomes como Alckmin e responder a um Congresso mais conservador.

O médico e político Geraldo Alckmin (PSB), aos 73 anos, foi reeleito vice-presidente da República neste domingo (25), integrando a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Este será o segundo mandato consecutivo de Alckmin como vice, consolidando uma trajetória política de mais de cinco décadas que inclui passagens como governador de São Paulo e candidato à Presidência. Sua aproximação com Lula, outrora adversário político, iniciou-se antes das eleições de 2022, culminando na formação de uma chapa que reuniu antigos rivais.

Alckmin, que deixou o PSDB após mais de 30 anos de filiação em 2021 para ingressar no PSB, tem histórico de atuação em diversas esferas do poder. Ele foi vereador e prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual e federal, participou da Assembleia Nacional Constituinte, foi vice-governador e governador de São Paulo por quatro mandatos. Sua carreira presidencial inclui a disputa de 2006 contra Lula e a de 2018, quando terminou em quarto lugar.

No atual governo, Alckmin acumulou a vice-presidência com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Nesse período, esteve à frente de programas como a Nova Indústria Brasil e o Mover, e atuou na interlocução com o governo americano para reverter tarifas sobre produtos brasileiros. Durante a campanha eleitoral de 2022, especialmente no segundo turno, sua figura ganhou mais destaque nos bastidores, com a estratégia "menos Janja, mais Alckmin", visando ampliar o alcance da candidatura de Lula junto a empresários e eleitores de centro.

Papel estratégico no novo governo

A reeleição de Lula para seu quarto mandato presidencial indica a necessidade de reavaliar a composição ministerial, e Geraldo Alckmin surge como um nome com potencial para exercer um papel ainda mais central. Nos bastidores da campanha, Lula já sinalizava a intenção de dar mais espaço a Alckmin, como forma de aceno à centro-direita e ao setor financeiro.

Há especulações de que Alckmin possa assumir o Ministério da Fazenda, ou outra função de relevância, com a missão de fortalecer o diálogo com o "PIB" (empresários e setores da economia). Sua experiência em negociações comerciais, como a com o governo americano, e seu contato com industriais e empresários paulistas reforçam essa perspectiva.

A aliança com Alckmin em 2022 foi vista por Lula como crucial para a formação de uma frente ampla que derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL). A gratidão do presidente ao vice é um fator importante na articulação política para o próximo governo.

Reconfiguração ministerial e desafios

O governo Lula 4 enfrenta o desafio de lidar com um Congresso Nacional mais conservador, onde o PL terá a maior bancada. Nesse cenário, a recomposição da equipe ministerial é vista como essencial para garantir a governabilidade.

Fontes internas indicam que o terceiro mandato de Lula foi considerado "apagado" em termos de atuação ministerial, com algumas pastas não tendo o brilho esperado. A avaliação é de que é preciso "redimensionar" o time na Esplanada dos Ministérios.

Nomes como Fernando Haddad (ex-ministro da Fazenda) e Camilo Santana (ex-ministro da Educação) também podem retornar com protagonismo. A criação de um Ministério da Segurança Pública é outra possibilidade em discussão, como resposta ao crescimento do crime organizado.

Ministros técnicos como Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), apesar de terem agradado ao presidente, não têm seus cargos garantidos, mas podem assumir posições de assessoria. A realocação de parlamentares derrotados nas eleições, como João Campos (PSB), também está em pauta.

A relação com partidos como o MDB, que ocupou os ministérios dos Transportes e das Cidades, também deve ser rediscutida. Aliados como os senadores Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros, que não se reelegeram, podem ser consultados para indicações no novo governo.

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