Galípolo joga a toalha? BC adota 'cautela extrema' e juros podem ficar altos por mais tempo

Destaques
- •Presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforça tom de 'cautela' na política de juros.
- •Guerra no Irã eleva incertezas e pressiona inflação, impactando decisões do Copom.
- •Mercado de trabalho aquecido e expectativas de inflação desancoradas geram preocupação.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deu um recado claro: a palavra de ordem agora é 'cautela'. Em evento na FGV, ele admitiu usar o termo mais do que em toda a vida, sinalizando que a serenidade é chave para entender o cenário e tomar decisões mais seguras.
Essa postura mais conservadora se intensificou com a guerra entre EUA e Irã, que jogou uma pá de cal nas expectativas de cortes mais agressivos na Selic. O conflito encareceu o petróleo e pode espalhar inflação pela economia, algo que o BC já vinha monitorando.
A consequência direta é que o ciclo de corte de juros, que prometia ser mais rápido, agora corre o risco de ser mais lento e menos profundo. As projeções para a Selic no fim do ano já subiram, e a inflação esperada para 2026 está mais perto do teto da meta.
Em resumo, o BC quer evitar surpresas e garante que a sociedade brasileira, agora mais intolerante à inflação, agradece. Mas o bolso do consumidor pode sentir o aperto por mais tempo. 📉




