Combustíveis: Governo aposta em receitas extras para cobrir pacote de R$ 31 bilhões

Destaques
- •Pacote de medidas para conter alta nos combustíveis soma R$ 31 bilhões anualizados.
- •Governo estima ganhos com exportação, royalties e impostos para neutralidade fiscal.
- •Medidas podem ser revistas caso o preço do petróleo Brent caia.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, jogou luz sobre o impacto financeiro do novo pacote para segurar a alta nos combustíveis, que chega a R$ 31 bilhões anuais. Ele garante que o governo não vai estourar a meta fiscal.
A conta fecha com o aumento da arrecadação previsto com o Imposto de Exportação sobre petróleo, royalties e outros tributos, especialmente se o barril de Brent se mantiver na casa dos US$ 90.
A jogada é garantir a neutralidade fiscal, mas o governo já avisou que, se a tensão no Oriente Médio diminuir e o petróleo cair, as despesas podem ser reajustadas.
O pacote inclui subsídios para diesel e gás, além de isenções fiscais, com um custo total que pode chegar a R$ 6 bilhões para produtores nacionais e R$ 2 bilhões para importadores de diesel, e mais R$ 20 bilhões caso a isenção de PIS/Cofins para diesel se estenda até o fim do ano. 💰




