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Futuros de milho e soja caem com colheita avançada e dólar forte

28 de outubro de 2026
Futuros de milho e soja caem com colheita avançada e dólar forte

Destaques

  • •Preços de milho e soja na bolsa de Chicago recuam com a proximidade do fim da colheita nos EUA e a valorização do dólar.
  • •A força do dólar torna produtos americanos mais caros para compradores estrangeiros, impactando a competitividade das exportações.
  • •Mercados acompanham reuniões de bancos centrais e resultados corporativos que podem definir o rumo das taxas de juros e dos lucros das empresas.

Os futuros de milho e soja negociados na bolsa de Chicago (CBOT) registraram quedas nesta terça-feira. A pressão sobre os preços é atribuída ao avanço da colheita nos Estados Unidos, que aumenta a oferta, e à valorização do dólar, que encarece as exportações americanas.

O contrato mais negociado de milho fechou em baixa de 6,25 centavos, a US$4,4875 por bushel, chegando a tocar o menor nível desde 10 de julho. A soja também recuou, com o contrato futuro caindo 9,5 centavos e fechando a US$12,43 por bushel. O trigo, por sua vez, atingiu o menor patamar em quase três meses e meio, fechando a US$6,1025 por bushel.

Colheita avança e pressiona oferta

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a colheita de soja estava 79% concluída até domingo, em linha com as expectativas. Já a colheita de milho atingiu 60% de conclusão, superando as projeções de analistas. O avanço da colheita nos EUA tende a aumentar os estoques e a oferta mundial de grãos, pressionando os preços para baixo.

Analistas apontam que os mercados de grãos estão ajustando expectativas após um período de otimismo. "Mercados de grãos estão pagando por terem sido excessivamente otimistas", disse Don Roose, presidente da US Commodities. "Estamos voltando a uma avaliação realista dos preços, à medida que desfazemos todo o sentimento altista que vimos neste outono."

Dólar forte e preocupações cambiais

A valorização do dólar americano em relação a outras moedas importantes, como o euro, o iene e a libra esterlina, também contribui para a queda dos preços das commodities agrícolas. Um dólar mais forte torna os produtos americanos mais caros para compradores estrangeiros, reduzindo a competitividade das exportações dos EUA.

A preocupação com as taxas de câmbio ganhou força após a recente desvalorização acentuada do real brasileiro em relação ao dólar, ocorrida após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa instabilidade cambial pode afetar a demanda por grãos e soja dos Estados Unidos.

O que esperar dos mercados

Os operadores de mercado aguardam uma série de reuniões de bancos centrais que definirão as perspectivas para as taxas de juros globais. Além disso, os resultados corporativos que serão divulgados nas próximas semanas podem gerar repercussões significativas nos mercados financeiros e de commodities.

Os futuros de trigo, em particular, estão sob pressão adicional devido a preocupações cambiais e à avaliação do potencial de exportação de grãos da região do Mar Negro, que compete com os embarques americanos.

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