Futuro presidente terá dívida pública de 83% do PIB para gerenciar
Destaques
- •Próximo presidente herdará dívida pública próxima de 83% do PIB, com despesas crescentes e pouco espaço para investimentos.
- •Lula propõe ajuste fiscal gradual com superávit de 1,3% do PIB até 2030, enquanto Flávio Bolsonaro promete ajuste mais rápido de 1,5% do PIB em 18 meses.
- •Ambos os candidatos buscam reduzir despesas administrativas e combater privilégios, mas detalhes sobre como atingir as metas ainda são escassos.
O próximo presidente do Brasil terá um desafio monumental: lidar com uma dívida pública que já bate na casa dos 83% do PIB. O cenário é de despesas obrigatórias em alta e um espaço apertado para investimentos no Orçamento federal.
A necessidade de arrumar a casa entrou nos planos de Lula e Flávio Bolsonaro, candidatos ao segundo turno. Flávio promete um ajuste fiscal mais acelerado, mirando uma melhora de 1,5% do PIB nos primeiros 18 meses. Lula, por outro lado, aposta em uma trajetória mais gradual, com a meta de um superávit primário de 1,3% do PIB até 2030, mantendo o atual arcabouço fiscal.
Ambos os lados concordam em reduzir despesas administrativas e combater privilégios no setor público. No entanto, as campanhas ainda não detalharam um plano completo de medidas que comprovem como pretendem alcançar essas metas ambiciosas.
A dívida bruta brasileira atingiu 82,9% do PIB, um aumento considerável. A equipe econômica de Flávio cogita substituir o atual teto de gastos por um mecanismo que use a relação dívida/PIB como referência, com restrições ao crescimento de despesas se o endividamento estiver acima de certo patamar. Já a campanha de Lula considera ajustes no arcabouço fiscal, como a redução do limite de crescimento real das despesas e metas fiscais mais exigentes, além de revisar programas sociais e benefícios obrigatórios.



