Funcionários do Google pressionam por fim de cláusula de confidencialidade sobre IA

Destaques
- •Pesquisadores do Google DeepMind no Reino Unido pedem revisão de contratos de confidencialidade.
- •A pressão visa permitir que funcionários expressem preocupações sobre o desenvolvimento de IA, mesmo após deixarem a empresa.
- •O Google afirma que a cláusula de não difamação não se aplica mais em novos contratos, mas os funcionários buscam extensão para acordos existentes.
Funcionários do Google DeepMind em Londres estão pressionando a gigante da tecnologia para alterar seus acordos de confidencialidade. O objetivo é permitir que expressem publicamente preocupações sobre o desenvolvimento de inteligência artificial (IA), mesmo após deixarem a empresa. A reportagem do The Washington Post revelou que pesquisadores temem as restrições contratuais ao se manifestarem sobre os riscos da tecnologia.
As reclamações ganharam força após uma ex-funcionária, Sofia Liguori, criticar publicamente o desenvolvimento de IA militar pela empresa, ignorando a cláusula de confidencialidade. Ao revisarem seus contratos, muitos colegas descobriram que estavam sujeitos a restrições semelhantes. Apesar das leis britânicas protegerem denunciantes em casos de interesse público, os pesquisadores temem processos judiciais por parte do Google.
Preocupações com a IA e o público
Um dos funcionários anônimos declarou que a tecnologia de IA é impactante e evolui rapidamente. "O público quer saber e merece saber, e muitas vezes essa é a única maneira de as pessoas descobrirem os danos e os danos potenciais que estão acontecendo", afirmou. A publicação destaca que o debate sobre a desaceleração do desenvolvimento da IA foi levantado principalmente por executivos e funcionários de empresas como Anthropic e OpenAI, com pouca adesão de representantes do Google.
Posição da empresa e próximos passos
Em resposta, um porta-voz do Google declarou que a empresa sempre incentivou um "diálogo aberto sobre segurança e responsabilidade". Ele confirmou que a cláusula de não difamação foi removida dos novos contratos após o encerramento do acordo de trabalho. No entanto, os funcionários do DeepMind desejam que essa mudança seja estendida a todos os contratos existentes, para que possam se manifestar livremente sobre o potencial impacto da IA na humanidade e na democracia. O chefe da unidade já havia alertado no mês passado sobre os riscos de incidentes graves relacionados a agentes de IA.



