Funcionário do Planalto é acusado de espalhar fake news sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida

Destaques
- •George Marques, coordenador da Secom, repostou fake news atribuindo a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
- •A campanha de Flávio Bolsonaro protocolou notícia-crime pedindo a prisão preventiva de Marques.
- •A desinformação alcançou mais de 21 milhões de visualizações em diversas redes sociais.
Um coordenador da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, George Marques da Silva e Silva, está no centro de uma polêmica após repostar ao menos 10 mensagens com fake news. As mensagens atribuíam ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
A campanha de Flávio Bolsonaro reagiu protocolando uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, pedindo a decretação de prisão preventiva do funcionário do Planalto.
A desinformação, que circulou em redes como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube, gerou mais de 21 milhões de visualizações e envolveu cerca de 1.674 contas.
A defesa de Flávio imputa a Marques os crimes de divulgação de fatos inverídicos, incitação ao crime e associação criminosa, com penas que podem somar reclusão de até 4 anos.
A narrativa resgatava um Projeto de Lei de 2007, já rejeitado e arquivado, que visava restringir a referência à padroeira aos católicos romanos.
O ministro André Mendonça, do TSE, já havia determinado a remoção do conteúdo das plataformas digitais por ser “notoriamente inverídico”.
Marques, por sua vez, alegou que o perfil é pessoal e voltado a “política e humor”, e que qualquer compartilhamento teria sido um “erro involuntário”.
A Secom classificou o uso de contas pessoais para gerar confusão com manifestações institucionais como “inadequado”.
A notícia-crime segue para análise do MPE, em Brasília, enquanto o governo federal repudia o pedido de prisão, classificando-o como “injusto e arbitrário” e reafirmando seu compromisso com a liberdade de expressão. 📉
