Free Flow: Pedágio sem cancela chega ao Brasil, mas motoristas e governo patinam nas multas e na adaptação

Destaques
- •O modelo free flow, que elimina as praças de pedágio físicas, está em expansão no Brasil, mas enfrenta desafios.
- •Milhões de multas foram suspensas e prorrogadas para regularização, evidenciando falhas na comunicação e adaptação dos motoristas.
- •Apesar dos percalços, o governo mantém o modelo como política de outorga rodoviária, com projeções de conversão de até 80% das praças de pedágio até 2035.
O free flow, sistema de pedágio sem cancelas que usa câmeras e sensores, chegou ao Brasil com a promessa de modernizar rodovias. A realidade, porém, mostrou que a tecnologia avançou mais rápido que a compreensão dos motoristas, acumulando milhões de reais em multas e exigindo ajustes do governo.
A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) publicou novas regras que permitem a conversão de estruturas de pedágio existentes, com projeções de que até 80% das praças possam ser convertidas entre 2033 e 2035. Contudo, essa conversão depende de aval regulatório e não é automática, exigindo negociação de contratos e, em alguns casos, com municípios.
O governo federal suspendeu 3,4 milhões de autuações e deu prazo até 16 de novembro para que motoristas regularizem tarifas em atraso, quitando apenas o pedágio devido para evitar multas e pontos na CNH. A medida visa corrigir falhas na comunicação e garantir a sustentabilidade do modelo, que, apesar dos percalços, segue como política nacional.




