Data Centers no Brasil: A Corrida da IA e a Sede de Energia

Destaques
- •Demanda por data centers no Brasil cresce impulsionada pela IA.
- •IA exige poder computacional e energia significativamente maiores.
- •Novos investimentos e tecnologias como liquid cooling em foco.
A inteligência artificial está mudando o jogo dos data centers no Brasil. Se antes a preocupação era com o volume de dados, agora o foco é no poder computacional e, consequentemente, no consumo de energia.
Modelos de IA demandam chips como as GPUs da Nvidia, que consomem até 700 watts – sete vezes mais que processadores comuns. Um único rack pode precisar de 100 kW, energia suficiente para carregar 50 carros elétricos.
A consequência direta é um salto na demanda energética, comparável a indústrias pesadas, e um aumento na geração de calor. Para lidar com isso, novas tecnologias como o liquid cooling (refrigeração a água) estão ganhando espaço, mais eficientes que os sistemas tradicionais a ar.
Grandes players como Ascenty e Scala Data Centers já anunciaram investimentos bilionários em novas unidades focadas em IA, com capacidade total de 150 MW e 54 MW, respectivamente. O maior projeto anunciado até agora é o do TikTok, com 200 MW no Ceará.




