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Four Seasons retorna a SP com projeto imobiliário de R$ 1 bilhão

06 de novembro de 2026
Four Seasons retorna a SP com projeto imobiliário de R$ 1 bilhão

Destaques

  • •Rede hoteleira canadense Four Seasons anuncia retorno a São Paulo com empreendimento de uso misto.
  • •Projeto de R$ 1 bilhão no Itaim Bibi combinará hotelaria de luxo com 35 residências privadas.
  • •Conclusão prevista para o fim de 2030, com arquitetura de David Chipperfield.

A rede hoteleira canadense Four Seasons prepara seu retorno a São Paulo com um ambicioso projeto imobiliário de aproximadamente R$ 1 bilhão. O empreendimento, que combina hotelaria de luxo com residências privadas, será erguido no bairro do Itaim Bibi, na zona oeste da capital paulista, e tem conclusão prevista para o fim de 2030.

Em parceria com os grupos Iguatemi e Catuaí, a Four Seasons ocupará um terreno de 3,6 mil metros quadrados entre as ruas Amauri e Jerônimo da Veiga. O projeto contará com 104 acomodações hoteleiras e 35 unidades residenciais, com apartamentos de até 290 metros quadrados. Os proprietários terão acesso aos serviços e à estrutura de hospitalidade da rede, um modelo que integra o mercado residencial ao funcionamento de um hotel.

Um empreendimento de alto padrão no coração financeiro

O projeto arquitetônico ficará a cargo do renomado britânico David Chipperfield, vencedor do Prêmio Pritzker de 2023. O empreendimento também incluirá três restaurantes, um bar, spa, piscina e academia, reforçando o conceito de luxo e conveniência.

A escolha do Itaim Bibi, próximo à Avenida Faria Lima, principal polo financeiro de São Paulo, é estratégica. A região concentra escritórios, sedes corporativas, restaurantes e residências de alto padrão, além de abrigar gestoras de recursos, bancos de investimento e empresas de tecnologia. Essa localização visa atender tanto à demanda corporativa por hospedagem quanto ao público de lazer e compradores interessados em residências associadas a uma marca internacional de hotelaria.

Diversificação e modelo de negócio inovador

Para a Iguatemi, este projeto representa uma diversificação significativa de seus negócios. Tradicionalmente focada em shopping centers de alto padrão, a companhia entra no segmento de hotelaria, explorando outra dimensão do consumo de luxo. A receita neste modelo não depende apenas da circulação de consumidores, mas também da hospedagem, gastronomia e prestação de serviços.

A estrutura societária definirá o grupo Catuaí como controlador, com 56% de participação, enquanto a Iguatemi deterá os 44% restantes. Essa iniciativa aproxima a Iguatemi de um segmento onde a JHSF já possui uma operação integrada, que abrange empreendimentos imobiliários, shopping centers, gastronomia e hotelaria de luxo.

Segunda tentativa e modelo de 'branded residences'

Este retorno da Four Seasons a São Paulo ocorre seis anos após o encerramento de sua primeira operação na capital paulista. A rede havia estreado no Brasil em 2018, com um hotel na região do Morumbi, em parceria com o grupo Cornélio Brennand. A unidade encerrou as atividades em 2020, durante a pandemia de Covid-19, e posteriormente passou a operar sob outra bandeira.

A nova estratégia da rede é um projeto de uso misto, combinando hospedagem e unidades residenciais. Este modelo, conhecido internacionalmente como 'branded residences', empresta a marca e a estrutura operacional da rede hoteleira a empreendimentos residenciais, oferecendo serviços como concierge, governança e atendimento personalizado. Para os compradores, a proposta é agregar uma estrutura de hospitalidade de luxo à experiência de moradia, utilizando a marca como diferencial.

Expansão no mercado brasileiro de luxo

A volta a São Paulo faz parte de um movimento mais amplo da Four Seasons para recuperar espaço no mercado brasileiro. A companhia também planeja sua chegada ao Rio de Janeiro, onde assumirá a operação do antigo Marina Palace, no Leblon. O hotel, com reabertura prevista para 2029 sob a bandeira da rede, visa o segmento de turismo de lazer de alto padrão.

Os dois projetos posicionam a marca em mercados com características distintas: São Paulo focada na demanda corporativa e de curta/média duração, e Rio de Janeiro no lazer de alto padrão. Para os parceiros locais, a associação com uma rede internacional pode ampliar o alcance comercial e conectar os empreendimentos a uma base global de clientes. O desafio será transformar o reconhecimento da marca em demanda e rentabilidade, diante dos custos de operação e da concorrência no mercado de luxo brasileiro.

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