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Forbes Under 30 Summit discute o impacto da IA em negócios e trabalho

30 de outubro de 2026
Forbes Under 30 Summit discute o impacto da IA em negócios e trabalho

Destaques

  • •O evento Forbes Under 30 Summit em São Paulo reuniu CEOs e fundadoras para debater o papel da inteligência artificial.
  • •Especialistas destacam a IA como ferramenta para aumentar eficiência, otimizar recursos e criar novos produtos.
  • •Profissionais e empreendedores são aconselhados a experimentar ferramentas de IA, focar em problemas concretos e medir o retorno do investimento.

A Forbes realizou a primeira edição do Forbes Under 30 Summit em São Paulo, no JW Marriott, reunindo jovens empreendedores e líderes para discutir temas relevantes para o futuro dos negócios. Um dos painéis centrais, intitulado “IA First”, contou com a participação de Duda Franklin, CEO e fundadora da Orby, e Renata Goldfarb, fundadora da Teach Tribe, em conversa com Pablo Marques, editor de tecnologia e marketing da Forbes.

O debate focou no impacto da inteligência artificial (IA) nas empresas, na ciência e no mercado de trabalho. Duda Franklin compartilhou sua trajetória, motivada pelo desejo de criar produtos de IA que interajam com o sistema nervoso humano e auxiliem no movimento corporal. Ela destacou que seu interesse por empreendedorismo surgiu cedo, com o objetivo de criar um produto que marcasse uma geração e a levasse para a lista da Forbes.

IA como ferramenta de eficiência e inovação

Renata Goldfarb, por sua vez, concentra sua atuação em capacitar pessoas e empresas para o uso da IA, vendo-a como uma oportunidade para aumentar a eficiência e otimizar o tempo e o capital humano. Ela ressaltou a importância de as empresas avaliarem quais atividades podem ser executadas de forma mais inteligente e econômica pela IA, em comparação com humanos. “Hoje faz parte do processo desenhar e entender onde a IA é mais inteligente, mais barata e toma decisões melhores do que um humano”, afirmou.

Na Orby, a IA já é aplicada em áreas que exigem agilidade, como controle fabril, pesquisa e desenvolvimento e finanças. Duda Franklin também apontou para o desenvolvimento da IA em dispositivos físicos, mencionando discussões no Vale do Silício sobre a integração de modelos de IA em interfaces neurais, veículos autônomos e robôs humanoides.

Capacitação e oportunidades no setor de IA

A implementação da IA também levanta a necessidade de mudanças na gestão de pessoas. Renata Goldfarb enfatizou que a adoção da tecnologia deve vir acompanhada de orientação e capacitação dos trabalhadores. “Hoje estamos aprendendo e nos adaptando a um novo formato de trabalho. O caminho passa por transparência, capacitação e diferenciar o que as pessoas sabem do que acham que sabem”, disse.

Para profissionais e empreendedores que buscam atuar no setor de tecnologia impulsionado pela IA, Renata recomendou três passos: experimentar as ferramentas, focar em problemas concretos e entender o posicionamento estratégico da IA. Ela alertou sobre o custo de tokens, que aumenta com a adoção, e a necessidade de medir o retorno do investimento.

Duda Franklin reforçou a importância do estudo aprofundado para compreender as possibilidades da tecnologia e aplicá-la. “Estudem para tomar para vocês o conhecimento, para entender como aplicar a tecnologia na empresa de vocês e como desenvolver produtos a partir dela. Aprofundem-se e criem a opinião de vocês”, aconselhou. Ambas concordaram que a experimentação e a identificação de oportunidades práticas são essenciais para o sucesso no campo da IA.

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