FMI e Banco Mundial ampliam atuação na América Latina com governos de direita
Destaques
- •Instituições financeiras multilaterais relatam aumento na demanda por financiamento e orientação econômica na região.
- •Países como Argentina, Chile e Colômbia recebem novos programas e linhas de crédito.
- •Aumento do engajamento com líderes alinhados a políticas pró-mercado e responsabilidade fiscal.
A América Latina tem visto uma guinada para a direita e para políticas pró-mercado, o que está remodelando sua relação com instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Autoridades dessas entidades relataram um aumento na demanda por financiamento e orientação econômica na região, evidenciado nas recentes reuniões em Bangcoc.
Essa ampliação de atuação coincide com a eleição de líderes mais alinhados a políticas de responsabilidade fiscal e orientadas para o mercado. O FMI, por exemplo, possui atualmente dez programas ativos nas Américas, incluindo novos financiamentos para a Bolívia e negociações com a Colômbia. A Argentina, sob o governo de Javier Milei, recebeu um pacote de US$ 20 bilhões do FMI, com parte liberada antecipadamente.
Apesar de as instituições afirmarem ser agnósticas em relação à política, o aumento do engajamento com esses governos se deve à forte sobreposição com agendas de emprego e crescimento. O Banco Mundial também tem ampliado sua atuação, buscando "recompensar os reformistas" que implementam medidas de consolidação fiscal e estabilidade macroeconômica.
A Venezuela, por exemplo, retomou relações formais com o Banco Mundial e poderá receber até US$ 5 bilhões nos próximos dois anos, desde que regularize atrasos com outros credores. O banco também prepara pacotes de financiamento para Colômbia, Barbados e Argentina, dependendo da aprovação do conselho executivo.

