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Final Fantasy Resonance: Análise do JRPG HD-2D com visões icônicas

20 de outubro de 2026
Final Fantasy Resonance: Análise do JRPG HD-2D com visões icônicas

Destaques

  • •Final Fantasy Resonance chega com um estilo visual HD-2D inédito na franquia, misturando pixel art e elementos 3D.
  • •O jogo reconta a história de Brave Exvius e introduz o sistema de 'visões', permitindo usar habilidades de personagens icônicos da série.
  • •A análise destaca a direção de arte e o sistema de customização, mas critica as animações 3D em momentos chave e a falta de legendas em português.

Final Fantasy Resonance, o primeiro título da renomada franquia no estilo HD-2D, chega para consoles e PC com a promessa de reviver a nostalgia e apresentar um novo fôlego para os fãs de JRPGs. Baseado no extinto jogo mobile Brave Exvius, o título busca se destacar não apenas pelo visual inovador, mas também pela possibilidade de reunir personagens icônicos de toda a saga em combates estratégicos.

Visuais de tirar o fôlego e direção de arte impecável

Um dos maiores atrativos de Final Fantasy Resonance é seu estilo visual HD-2D, que combina pixel art com elementos tridimensionais. A crítica aponta que o jogo eleva esse conceito a um novo patamar, especialmente nas cutscenes que exploram coreografias e efeitos visuais. A direção de arte, marca registrada da franquia, é elogiada por seus cenários magníficos, como a cidade aqueduto de Olderion, e pelo design detalhado dos personagens, tanto em sprites quanto em ilustrações. A trilha sonora também contribui para uma experiência artística quase sempre magnífica.

No entanto, um ponto que impede a experiência de ser 100% perfeita são as animações das habilidades finais das 'visões'. Embora o restante do jogo utilize pixel art, esses ataques especiais são representados por animações 3D de qualidade mista, o que, segundo a análise, quebra a imersão e leva o jogador a pulá-las após a primeira visualização.

Uma história familiar com personagens carismáticos

O enredo de Final Fantasy Resonance reconta a história da primeira temporada de Brave Exvius. A trama acompanha os cavaleiros Rain e Lasswell em sua missão para impedir a destruição dos cristais do reino de Grandshelt por um grupo misterioso conhecido como Veritas. Apesar de não ser inovadora, a história é considerada competente para manter o jogador engajado, com alguns plot twists interessantes na parte final da campanha.

Os personagens, tanto jogáveis quanto NPCs, são um ponto alto. Além do excelente design que complementa suas personalidades, todos são carismáticos e possuem histórias interligadas à trama, gerando momentos emocionantes mesmo com participações breves.

O sistema de 'Visões' e jogabilidade estratégica

A jogabilidade é um clássico JRPG por turnos, com um sistema de fila de ações e elementos como Limit Bursts. Um destaque é a barra de stagger: ao quebrá-la, o jogador ganha um turno extra. Quebrar a postura de todos os inimigos simultaneamente ativa um modo poderoso que concede turnos extras à equipe e a opção de usar uma habilidade de uma das 'visões'.

As 'visões' são ecos de grandes guerreiros de dimensões alternativas, sintonizados pelos protagonistas. Diferente de Brave Exvius, onde eram obtidas via gacha, em Resonance são adquiridas ao interagir com cristais no cenário. Antes de recrutá-las, o jogador participa de uma breve história interativa, homenageando personagens de toda a saga, de Final Fantasy 1 a Final Fantasy XVI, incluindo nomes como Cloud, Tidus, Zidane e Sephiroth, com suas habilidades fielmente recriadas.

O sistema de visões é crucial para a estratégia e customização, já que não há customização de classes ou atributos. O jogo incentiva a variação de visões, permitindo herdar habilidades mesmo ao usar outras. Encontrar combinações é essencial para fortalecer personagens, como equipar uma visão com habilidades de cura em um tanque (Sentinel) para melhorar suas defesas. Esse sistema adiciona uma camada de complexidade que aumenta a vida útil do título.

Vale a pena?

Final Fantasy Resonance é elogiado por trazer o mundo de Brave Exvius para um título singleplayer, com uma exímia direção de arte e um sistema de combate que homenageia os quase 40 anos da franquia. É uma excelente recomendação para fãs de JRPGs e uma obrigação para os admiradores da série da Square Enix. A análise atribui nota 90, destacando a direção de arte, o sistema de visões e customização, e os personagens. Pontos negativos incluem as animações 3D em momentos chave, a falta de inovação em alguns sistemas e a ausência de legendas em português do Brasil. O jogo foi lançado em 22 de outubro para PC, PS5, Xbox Series S/X e Nintendo Switch.

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