Fim da escala 6x1 pressionará custos de empresas de saúde
Destaques
- •Redução da jornada de trabalho impactará o Ebitda de empresas de saúde entre 0,5% e 4,6% em 2025.
- •Hapvida é a empresa com maior sensibilidade ao aumento de custos, enquanto Rede D'Or é a preferida do Safra.
- •Empresas buscam repassar custos e adaptar escalas para mitigar impacto financeiro.
O fim da escala 6x1 no Brasil promete apertar os custos das empresas de saúde. O impacto bruto estimado para o Ebitda de 2025 varia entre 0,5% e 4,6%, segundo análise do Safra. A Hapvida (HAPV3) é apontada como a mais sensível a essa mudança.
A aprovação da PEC pelo Senado manteve as projeções do banco, mas as companhias podem amenizar o aperto. Se conseguirem repassar 75% do custo adicional aos preços, o impacto no Ebitda cairia para uma faixa de 0,1% a 1,1%.
A flexibilidade para negociar regimes como a escala 12x36 e a transição gradual para jornadas de 40 horas semanais até 2027 devem ajudar os operadores hospitalares a se adaptarem. O Safra mantém a Rede D’Or (RDOR3) como sua principal escolha no setor.

