FIDCs em Apuros: Inadimplência e Falta de Transparência Sinalizam Riscos

Destaques
- •Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) registram salto de 360% no patrimônio desde 2021.
- •Veículos expostos a empresas de menor porte começam a apresentar problemas de inadimplência.
- •Atrasos na entrega de informações à CVM e 'buracos no histórico' levantam preocupações sobre a saúde financeira dos fundos.
Acelerado crescimento dos FIDCs, que saltaram 360% em patrimônio desde 2021, agora começa a mostrar suas rachaduras. Fundos mais expostos a empresas menores estão enfrentando um aumento preocupante na inadimplência dos recebíveis.
Em março, levantamento da Uqbar revelou atrasos significativos em portfólios de FIDCs como o LL Capital RL (R$ 37,83 milhões em atrasos) e o Max Financeira (R$ 8,12 milhões frente a um PL de R$ 43,87 mil). A situação é tão delicada que alguns fundos registraram perda integral do valor da cota.
O cenário se agrava com a falta de transparência: 122 FIDCs atrasaram informações à CVM, afetando R$ 66,35 bilhões em patrimônio. Esse 'apagão' de dados, somado à pressão por alocar capital rapidamente após a liberação para investidores de varejo, eleva o risco de crédito.
A qualidade do crédito acende um sinal amarelo, especialmente nos FIDCs Multicedente-Multissacado (MM), onde o atraso normalizado subiu para 11,30%. Apesar de especialistas afastarem o risco de crise sistêmica, os problemas nos FIDCs, que já somam R$ 829,6 bilhões, são um sinal de alerta para o mercado de capitais. 📉




