Fed vira o jogo e tira o fôlego dos mercados emergentes
Destaques
- •A alta dos juros nos EUA, sinalizada pelo Fed, agora é o principal risco para ativos de mercados emergentes.
- •O acordo de paz EUA-Irã, que antes impulsionava esses mercados com a queda do petróleo, perde força como fator positivo.
- •Países mais dependentes de capital estrangeiro, como Turquia e Colômbia, podem sentir mais o aperto nas condições de financiamento.
Esqueça a queda do petróleo como o grande alívio para mercados emergentes. O novo vilão da história atende pelo nome de Federal Reserve (Fed), mais especificamente a postura hawkish de seu presidente, Kevin Warsh.
Essa guinada na política monetária americana, com sinalização de juros mais altos para combater a inflação, freou o rali da dívida em países em desenvolvimento. A tese é que o banco central americano agora dita o ritmo, e não mais o mercado de petróleo.
A consequência direta é um dólar mais forte e rendimentos de títulos americanos em alta, o que aperta as condições de financiamento global.
Isso afeta diretamente países mais dependentes de fluxo de capital estrangeiro, como a Turquia e a Colômbia, que podem sentir mais o aperto. A correlação entre os rendimentos dos Treasuries americanos e os de mercados emergentes, aliás, só tem aumentado. 📉
