Executiva de ponta do JPMorgan recusa posto sênior e levanta debate sobre o 'teto de vidro'

Destaques
- •Executiva de sucesso Marianne Lake decide se aposentar em vez de aceitar um cargo inferior no JPMorgan.
- •Falta de mulheres em posições de liderança em grandes empresas persiste, com dados da Fortune 500 e S&P 1500 mostrando estagnação ou queda.
- •Análise aponta fatores como a gestão da ambição feminina, vieses de conselhos e barreiras no empreendedorismo como causas para o 'teto de vidro'.
Parece que nem toda alta executiva quer o cargo de CEO. A Marianne Lake, que liderava o banco de consumo do JPMorgan e era vista como sucessora natural de Jamie Dimon, pediu demissão. A justificativa? Não aceitou um cargo inferior após uma reestruturação.
E não é só ela. A colega Jennifer Piepszak já havia recusado uma vaga de liderança no ano anterior. Esses casos jogam luz sobre um problema persistente: a sub-representação feminina em cargos de alta liderança. A proporção de mulheres CEO em empresas da Fortune 500 continua em 11%, e no S&P 1500, as nomeações caíram.
Mas por que, com tantas mulheres qualificadas, o avanço é tão lento?
A resposta passa por uma combinação de fatores. De um lado, a própria gestão da ambição feminina, muitas vezes freando o ritmo de carreira diante de cenários hipotéticos como a maternidade. De outro, o viés dos conselhos, que tendem a escolher quem já conhecem em tempos de incerteza. E, antes de tudo isso, as barreiras no empreendedorismo, onde menos mulheres fundam empresas e enfrentam dificuldades para obter capital de risco. O resultado é um funil que se afunila muito antes de chegar ao topo.




