Ex-CEO da Suzano critica Lula 3 e pede reformas estruturais
Destaques
- •Walter Schalka, ex-CEO da Suzano, aponta que o governo Lula 3 não uniu o país e pede reformas estruturais.
- •O executivo defende prioridade para reforma das instituições, segurança, Previdência e combate à corrupção.
- •Schalka sugere que o Congresso atue com responsabilidade e que o governo utilize IA para aumentar a eficiência administrativa.
Walter Schalka, que liderou a Suzano por 33 anos, sendo 11 deles como CEO, fez um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o governo atual, conhecido como Lula 3, cumpra o lema de união e reconstrução prometido em campanha. Schalka criticou a falta de união da população em torno de um projeto e a manutenção de um cenário de polarização política, o chamado "Fla x Flu", mesmo com a reeleição de Lula.
Com cerca de 65% das urnas apuradas e a reeleição de Lula já indicada por modelos matemáticos, o executivo ressaltou a necessidade de o presidente reconhecer que governa para todos os 210 milhões de brasileiros. Segundo Schalka, é fundamental que o governo adote uma postura diferente do que tem sido observado no Lula 3 e atue de forma firme na implementação de reformas estruturais, considerando que aproximadamente metade da população não está satisfeita com o rumo do país.
Reforma das Instituições e Segurança
Schalka, que já havia feito um "wake up call" a empresários e executivos há dois anos, incentivando-os a assumir responsabilidades pelas transformações do país, destacou a reforma das instituições como prioridade. Ele apontou um crescimento crônico da corrupção como um problema a ser combatido urgentemente.
Na sequência, o executivo elencou a segurança pública e a expansão das facções criminosas como temas cruciais. A partir dessas questões, Schalka conectou os problemas à economia e à educação, indicando a necessidade de uma abordagem integrada para solucionar os desafios do país.
Propostas Econômicas e Administrativas
No âmbito econômico, Schalka propôs uma reforma administrativa que ataque o baixo nível de eficiência e promova um bom uso da inteligência artificial. Ele também defendeu uma nova reforma da Previdência e o combate aos subsídios como medidas essenciais para reduzir a taxa de juros.
O executivo acredita que essas ações teriam um efeito importante na redução do déficit público e do endividamento de famílias e empresas. Schalka criticou a dependência de programas como o "Desenrola", afirmando que "não adianta resolver na base do Desenrola".
O Papel do Congresso e Próximos Passos
Walter Schalka, que atualmente integra os conselhos de administração da Suzano e da Vibra Energia, reconheceu que o avanço das reformas estruturais não depende apenas do Poder Executivo, mas também do Congresso Nacional. Ele observou que os partidos de oposição ao presidente Lula detêm maior força no parlamento.
Apesar disso, Schalka expressou sua expectativa de que o Congresso e seus membros exerçam suas funções "com responsabilidade", contribuindo para a estabilidade e o progresso do país. A implementação das reformas propostas dependerá, portanto, de uma articulação eficaz entre os poderes.



