Eve Air Mobility: CEO vê trânsito como prova de conceito para eVTOL

Destaques
- •CEO da Eve Air Mobility, Johann Bordais, usa congestionamentos como argumento para o negócio de eVTOLs.
- •A empresa projeta a certificação de seu eVTOL em 2028 e já possui 2.700 aeronaves em carteira.
- •A Eve Air Mobility busca levantar US$ 1,2 bilhão até a certificação, com previsão de consumo anual de caixa entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões.
O CEO da Eve Air Mobility, Johann Bordais, tem uma visão peculiar sobre congestionamentos: ele os vê como uma prova diária da necessidade de seu negócio. Recentemente, ele relatou ter levado três horas para percorrer apenas 15 km entre o Aeroporto de Guarulhos e a Faria Lima, em São Paulo, um cenário que, para ele, valida a urgência de soluções como o eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical).
A empresa, criada em 2020 e com forte ligação com a Embraer, planeja certificar seu protótipo de engenharia em 2028. O veículo já realizou seu primeiro voo em dezembro de 2025 e está em fase de testes para otimizar o voo horizontal. A meta é atingir velocidades entre 110 km/h e 120 km/h, com autonomia projetada de 80 a 85 km, ideal para trajetos urbanos curtos.
A Eve já acumula uma carteira com 2.700 aeronaves em compromissos com 29 clientes em nove países, totalizando quase US$ 14 bilhões. Apesar de ainda não gerar receitas relevantes e registrar prejuízos, a companhia possui US$ 403,3 milhões em caixa e projeções de levantar cerca de US$ 1,2 bilhão até a certificação, montante considerado suficiente para sustentar o programa.


