EUA usam combate ao crime como 'cavalo de Troia' para ampliar influência na América Latina, diz governo Lula

Destaques
- •Governo brasileiro vê declaração do 'Escudo das Américas' como porta de entrada para reedição da Doutrina Monroe.
- •Preocupação com avanço dos EUA em pautas como minerais críticos e infraestrutura digital sob pretexto de segurança.
- •Brasil não faz parte do grupo liderado pelos EUA, mas analisa implicações e possíveis respostas diplomáticas.
O governo brasileiro avalia que a recente declaração do Escudo das Américas, liderado pelos Estados Unidos, vai além do combate ao crime organizado e serve como um pretexto para ampliar a influência norte-americana na região. A leitura é de que o acordo abre caminho para uma nova versão da Doutrina Monroe.
A preocupação central é que o combate ao crime se torne a porta de entrada para que os EUA interfiram em outras pautas estratégicas, como o controle de minerais críticos, infraestrutura digital e a presença chinesa na região. O Brasil, que não faz parte do grupo, está analisando as implicações e possíveis reações diplomáticas.
O governo Lula considera que a inclusão de temas como minerais críticos em um comunicado sobre segurança é particularmente sensível, visto o interesse dos EUA em diversificar fontes e reduzir a dependência da China. O próximo passo do grupo é consultar a Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a reativação do Tratado Interamericano de Assistência Mútua (Tiar).


