EUA investe US$ 1,6 bilhão em mineradora de terras raras com mina no Brasil, mas promessas ainda não saíram do papel
Destaques
- •Governo dos EUA compromete US$ 1,6 bilhão com a USA Rare Earth para reduzir dependência da China.
- •Empresa adquiriu a brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões, mas enfrenta desafios técnicos e operacionais.
- •A mina brasileira da Serra Verde gera pouca receita e tem dificuldades de processamento, levantando dúvidas sobre a viabilidade do projeto.
O governo dos Estados Unidos, em uma jogada estratégica para diminuir a dependência da China em minerais críticos, anunciou um compromisso de US$ 1,6 bilhão para a USA Rare Earth. A empresa, que adquiriu a brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões, visa suprir a demanda por ímãs essenciais para a indústria de defesa e tecnologia.
No entanto, a promessa de produção doméstica enfrenta obstáculos significativos. A mina da Serra Verde no Brasil, apesar de ter iniciado operações, gerou apenas US$ 2,5 milhões em receita em 2025 e opera com prejuízo. Investidores apontam dificuldades no processamento do minério, com falhas na separação da argila e rocha, e na resistência dos equipamentos.
Apesar das dificuldades, a USA Rare Earth planeja expandir suas operações com uma nova fábrica nos EUA e já conta com apoio de outros países europeus para processamento. A empresa agora busca consolidar uma cadeia de valor global, da mina ao ímã, enquanto aguarda o início da produção em sua mina no Texas. A troca de CEOs, com a chegada de Thras Moraitis, atual CEO da Serra Verde, sinaliza um foco na integração das operações globais.


