Etiópia desafia o tempo ocidental e inspira reflexão no Brasil

Destaques
- •País africano comemora Ano Novo em data diferente do calendário ocidental.
- •Autores brasileiros e africanos questionam a universalidade do tempo ocidental.
- •Conceito de 'transtemporalidade' busca integrar saberes indígenas e africanos.
Enquanto o mundo ocidental se apressava para 2019, a Etiópia celebrou seu próprio Ano Novo, um lembrete de que o tempo não é tão universal quanto pensamos.
Essa diferença temporal, que foge da lógica ocidental, tem sido explorada por pensadores como Leda Maria Martins e Muniz Sodré, que questionam a hegemonia do tempo europeu e propõem visões como a 'transtemporalidade'.
A reflexão sobre diferentes temporalidades, inspirada por autores como Davi Kopenawa e Denise Ferreira da Silva, nos convida a repensar nossa própria percepção do tempo, especialmente em tempos de crise civilizatória.
O Ano Novo etíope, longe de ser apenas uma curiosidade, surge como um farol para questionarmos o nosso próprio tempo, que parece correr para uma catástrofe, mas que pode ser desafiado pela simples ideia de que o tempo "universal" não é o único. ⏳



