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Feminicídio e Justiça: A Luta de Zaldo Além das Cicatrizes

22 de setembro de 2026

Destaques

  • Caso de feminicídio de Maristela Just em 1989, com 21 anos de espera pela condenação do ex-marido.
  • Zaldo, filho da vítima, sobreviveu a um tiro na cabeça e carrega sequelas neurológicas e físicas.
  • O livro 'Além das Cicratrizes' narra a tragédia familiar e a luta por justiça, abordando o impacto geracional do crime.

Em 1989, a noite em Jaboatão dos Guararapes foi marcada por uma tragédia: Maristela Just, 25 anos, foi assassinada com três tiros na cabeça pelo ex-companheiro, que também feriu o irmão dela e os dois filhos pequenos. Um dos disparos atingiu o rosto de Zaldo, então com menos de 3 anos, deixando sequelas neurológicas permanentes.

A luta pela justiça se arrastou por 21 anos até a condenação do agressor em 2010, com a prisão ocorrendo apenas em 2012. Zaldo, hoje com 40 anos, transformou a dor em ativismo e lançou o livro 'Além das Cicatrizes', onde revisita a história e reflete sobre os traumas e o impacto geracional desses crimes.

O caso de Maristela é um símbolo da morosidade da justiça brasileira e da persistência da violência contra a mulher, mesmo com avanços como a Lei Maria da Penha. A narrativa de Zaldo expõe como esses crimes deixam cicatrizes profundas que atravessam gerações, impactando a sociedade como um todo.

Fontes

https://feeds.bbci.co.uk/portuguese/rss.xmlhttps://g1.globo.com/dynamo/politica/rss2.xml

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