Feminicídio e Justiça: A Luta de Zaldo Além das Cicatrizes
Destaques
- •Caso de feminicídio de Maristela Just em 1989, com 21 anos de espera pela condenação do ex-marido.
- •Zaldo, filho da vítima, sobreviveu a um tiro na cabeça e carrega sequelas neurológicas e físicas.
- •O livro 'Além das Cicratrizes' narra a tragédia familiar e a luta por justiça, abordando o impacto geracional do crime.
Em 1989, a noite em Jaboatão dos Guararapes foi marcada por uma tragédia: Maristela Just, 25 anos, foi assassinada com três tiros na cabeça pelo ex-companheiro, que também feriu o irmão dela e os dois filhos pequenos. Um dos disparos atingiu o rosto de Zaldo, então com menos de 3 anos, deixando sequelas neurológicas permanentes.
A luta pela justiça se arrastou por 21 anos até a condenação do agressor em 2010, com a prisão ocorrendo apenas em 2012. Zaldo, hoje com 40 anos, transformou a dor em ativismo e lançou o livro 'Além das Cicatrizes', onde revisita a história e reflete sobre os traumas e o impacto geracional desses crimes.
O caso de Maristela é um símbolo da morosidade da justiça brasileira e da persistência da violência contra a mulher, mesmo com avanços como a Lei Maria da Penha. A narrativa de Zaldo expõe como esses crimes deixam cicatrizes profundas que atravessam gerações, impactando a sociedade como um todo.




