ETFs ativos: CVM estuda regras para nova onda de fundos na bolsa

Destaques
- •Gestoras apostam em ETFs ativos para atrair investidores e competir com multimercados.
- •O mercado americano já vê mais de 80% dos novos ETFs sendo ativos, com alta captação.
- •A CVM prevê a regulamentação para 2027, mas o mercado já se antecipa.
A indústria de fundos de investimento no Brasil se prepara para uma nova revolução com a chegada dos ETFs ativos. Diferente dos fundos passivos que apenas replicam índices como o Ibovespa, os ETFs ativos permitirão que gestores selecionem ativamente os ativos da carteira, buscando superar o desempenho do mercado.
Essa novidade promete combinar a gestão profissional e a transparência dos ETFs com custos mais baixos, tornando-se um concorrente direto para os fundos multimercados, que têm sofrido com resgates significativos desde 2022. A expectativa é que esses novos fundos atraiam um volume expressivo de capital, impulsionando o crescimento do mercado de ETFs no país.
Apesar do otimismo do mercado, a regulamentação ainda é um obstáculo. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) incluiu o tema em sua agenda e a expectativa é que as novas regras sejam publicadas em 2027. Enquanto isso, o mercado já se movimenta, com a listagem de BDRs de ETFs ativos americanos na B3, sinalizando a força dessa tendência.


