Estreito de Ormuz fecha de novo: O que Trump prometeu ao Irã?

Destaques
- •Irã volta a restringir tráfego no Estreito de Ormuz, citando 'atos de pirataria' dos EUA.
- •Ataques israelenses em alvos no Líbano abalam a expectativa de um acordo de paz.
- •O petróleo Brent caiu 9% na sexta, mas a volatilidade pode voltar com a tensão.
Parece que a paz no Golfo Pérsico está mais longe do que perto. O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo, alegando 'atos de pirataria' dos Estados Unidos, o que contradiz as promessas de um acordo iminente feitas pelo presidente Donald Trump.
A situação se complica com ataques de Israel a alvos no Líbano, que também jogam um balde de água fria nas expectativas de um cessar-fogo duradouro. Tudo isso acontece depois de Trump ter sinalizado que um acordo com o Irã estava próximo, prometendo até recuperar a 'poeira nuclear' do país.
Aparentemente, o Irã não gostou nada da ideia de manter um bloqueio naval e chamou a medida de 'banditismo'. A porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, foi enfática ao dizer que o urânio enriquecido é 'sagrado' e não será transferido. O estreito, que representa uma via vital para o comércio global de energia, volta a ser um ponto de tensão.
A consequência direta é a volatilidade nos preços do petróleo. Embora o Brent tenha caído 9% na sexta-feira com a expectativa de paz, a reabertura das restrições em Ormuz pode fazer o barril disparar novamente.
No fim das contas, enquanto Trump fala em acordo e paz, o Irã e Israel mostram que a guerra no Oriente Médio está longe de acabar. A incerteza volta a reinar nos mercados de energia. 📉




