Endividamento no Brasil: um alívio tímido ou um sinal de alerta?

Destaques
- •Endividamento das famílias brasileiras recua levemente em setembro, mas permanece em patamar elevado.
- •Inadimplência cai para a maioria, mas sobe entre os mais ricos, que podem estar otimizando investimentos.
- •Tempo médio de atraso nas dívidas aumenta, indicando que, apesar da melhora, o cenário ainda exige cautela.
A gente achou que o brasileiro ia respirar um pouco mais aliviado, mas o fim do ano se aproxima e o endividamento das famílias segue no radar. Em setembro, a parcela de gente com dívidas caiu de 82% para 81,7%, um respiro minúsculo, mas um respiro.
O ponto curioso é que a inadimplência, que é quando a conta não fecha, recuou para quem ganha até 3 salários mínimos, mas deu um pulo para quem ganha mais de 10 salários. A economista Juliana Inhasz sugere que isso pode ser estratégia: manter o dinheiro rendendo e parcelar compras.
Apesar da pequena melhora no número geral, o tempo médio que as dívidas ficam em atraso aumentou. Ou seja, quem está devendo, está devendo por mais tempo.
Ainda que o cenário pareça um pouco mais calmo, a recomendação é clara: cuidado com o cartão de crédito e o parcelamento de despesas. Afinal, o limite não é dinheiro extra e parcelar o cafezinho pode virar uma bola de neve. 📉

