Eleições 2026: Mercado já precificou parte do cenário, mas surpresas podem agitar Bolsa e Dólar
Destaques
- •Mercado financeiro já incorporou parte do cenário eleitoral, com reações mais fortes esperadas apenas em caso de surpresas.
- •Curva de juros, câmbio e Bolsa serão termômetros da percepção de risco fiscal e política econômica pós-1º turno.
- •Composição do Congresso e sinalizações econômicas dos candidatos são cruciais para a previsibilidade e o custo de capital.
O mercado financeiro já deu uma boa digerida no cenário eleitoral para 2026. A expectativa é que o 1º turno traga reações mais contidas, a menos que haja uma surpresa significativa nas urnas ou que surjam sinais claros sobre a política econômica que será implementada a partir de 2027.
A curva de juros, especialmente nos prazos mais longos, será o principal termômetro para medir a percepção de risco fiscal e econômica. O câmbio e a Bolsa também podem se mexer, mas parte do movimento dependerá do cenário global.
Após o primeiro turno, a atenção dos investidores se voltará para a trajetória dos gastos, da dívida pública e para a formação da equipe econômica. A previsibilidade das contas públicas pode aliviar o prêmio de risco, enquanto a incerteza fiscal pode aumentar a volatilidade.
A composição do Congresso também é um ponto chave. O resultado das eleições legislativas definirá a capacidade do próximo governo de formar maioria e aprovar medidas importantes, impactando a previsibilidade da agenda econômica.
Os juros altos já pesam no bolso, com o volume investido em startups brasileiras caindo de R$ 9,2 bilhões em 2024 para R$ 6,5 bilhões em 2025. O custo de capital elevado afeta diretamente setores como tecnologia e venture capital, enquanto infraestrutura e agronegócio dependem mais de estabilidade regulatória. A discussão pós-eleição migrará de "quem venceu" para "qual política econômica será efetivamente implementada". 📉


