Eleições 2022: Mercado financeiro reage a pesquisas e incertezas

Destaques
- •Pesquisa Quaest aponta empate técnico, aumentando cautela de investidores.
- •Especialista defende diversificação internacional como estratégia estrutural, não eleitoral.
- •Mercado precifica 'promessa de austeridade', mas aguarda entrega de medidas fiscais.
A corrida presidencial segue ditando o ritmo do mercado financeiro. Com a mais recente pesquisa Quaest mostrando um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula, a cautela dos investidores aumentou, refletindo a incerteza sobre o segundo turno.
A euforia pós-primeiro turno, que impulsionou a Bolsa, deu lugar a preocupações com a possibilidade de continuidade do governo atual. Especialistas apontam que o plano de governo de Flávio Bolsonaro é visto como mais favorável às contas públicas, mas sinalizações contraditórias da campanha limitam ajustes nas expectativas.
Fatores externos, como a inflação nos Estados Unidos e a manutenção de juros elevados, também pressionam o câmbio e as taxas locais. A economista Carla Argenta, da CM Capital, destaca a importância da liquidez global.
Em meio a esse cenário, a diversificação internacional é apontada como essencial. Especialistas como Marcela Rocha, CIO da Avenue, defendem que essa estratégia deve ser estrutural, independente do resultado eleitoral, visando reduzir a dependência de uma única economia e proteger o patrimônio.
No mercado de renda fixa, a curva de juros reage a cada pesquisa, precificando a expectativa de ajustes fiscais. Contudo, o mercado comprou a promessa de austeridade, mas ainda aguarda a entrega de medidas concretas para controlar a dívida pública.
