El Niño volta a assombrar o mundo: preços do cacau e GNL em alerta

Destaques
- •El Niño intensificado e mudanças climáticas testam economia global.
- •Seca na Ásia e calor nos EUA: impactos variados no clima mundial.
- •Cacau e GNL sob pressão: risco de preços mais altos para o consumidor.
O El Niño, fenômeno climático que aquece o Pacífico, está de volta e promete testar a economia global, já abalada pela guerra no Irã. Previsto para atingir seu pico no fim do ano, ele traz consigo a promessa de secas e calor em partes da Ásia e umidade em outras regiões, como a costa dos EUA.
As consequências do último El Niño, entre 2022 e 2023, foram sentidas em diversas frentes: desde a proibição de exportações de arroz pela Índia até o aumento do preço do chocolate e problemas hídricos no Canal do Panamá.
A volta do fenômeno já acende o alerta para a agricultura asiática, que lida com custos de diesel e fertilizantes nas alturas.
No setor de energia, a incerteza sobre o Estreito de Ormuz e a possível demanda asiática por gás natural liquefeito (GNL) para combater o calor podem deixar a Europa em apuros para o inverno. Cargas de GNL podem ser desviadas, enfraquecendo os estoques europeus.
A Índia já sofre com uma onda de calor brutal e a previsão de chuvas abaixo da média para as monções. Isso significa maior consumo de energia e menor geração hidrelétrica, impulsionando o uso de gás e carvão.
O cacau, que já sofreu com o El Niño anterior devido a ventos secos em Gana e Costa do Marfim, volta a ter seus contratos futuros em alta, pressionando os preços do chocolate. Outras commodities agrícolas, como açúcar e borracha, também podem sentir o impacto.
O cientista climático Andrew Watkins ressalta que o El Niño atua como um multiplicador de risco, potencializando eventos extremos já causados pelas mudanças climáticas. 📉




