El Niño Devasta América Central: Milhões Enfrentam Fome e Desespero

Destaques
- •Seca sem precedentes no Corredor Seco da América Central agrava crise humanitária.
- •El Niño e mudanças climáticas causam perdas massivas de colheitas e morte de gado.
- •Programa Mundial de Alimentos da ONU alerta para aumento drástico da insegurança alimentar.
A seca que assola o Corredor Seco da América Central, intensificada pelo fenômeno El Niño, está provocando uma crise humanitária sem precedentes. Agricultores como Juan Estanislao Muñoz, com 61 anos, relatam nunca ter visto uma estiagem tão severa, que já comprometeu totalmente as colheitas de milho e feijão.
O fenômeno climático, um dos mais fortes desde 1900, eleva as temperaturas do Pacífico e altera padrões de chuva, resultando em secas extremas em regiões como Honduras, Guatemala e El Salvador. Mais de 10 milhões de pessoas vivem na área afetada, onde a pobreza e a desnutrição infantil já são alarmantes.
A situação é crítica: rios secaram, gado morre de sede e fome, e a insegurança alimentar ameaça milhões. O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) estima que 4,2 milhões de pessoas na América Central podem entrar em situação de insegurança alimentar, com um impacto global que pode afetar até 274 milhões.
O PMA e governos locais estão distribuindo ajuda emergencial, mas a longo prazo, são necessários investimentos em resiliência climática para evitar que eventos como este se repitam com tanta devastação. A expectativa é que os impactos do El Niño se estendam até 2027.



