El Niño, Crise Climática e o Jogo Político: Quem Lucra com a Tragédia?

Destaques
- •91% dos brasileiros temem impactos do El Niño na economia, aponta pesquisa.
- •Críticos apontam que foco no El Niño ignora a crise climática e favorece interesses econômicos.
- •Congresso Nacional aprova leis que flexibilizam licenciamento ambiental e enfraquecem proteções, com forte influência do agronegócio.
Uma pesquisa recente revelou que 91% dos brasileiros se preocupam com os efeitos do fenômeno El Niño na economia. No entanto, a discussão sobre os eventos climáticos extremos tem sido convenientemente focada no fenômeno natural, desviando o debate das mudanças climáticas e da responsabilidade humana.
Essa narrativa conveniente permite que políticos e corporações lidem com os impactos emergenciais sem precisar promover mudanças radicais na economia ou em projetos políticos.
A situação se agrava com um Congresso Nacional que tem aprovado legislações como o PL da Devastação, que flexibiliza o licenciamento ambiental, e o PL do Veneno, com forte influência da Bancada Ruralista. A tese do Marco Temporal, que prejudica povos indígenas, também avança.
A falta de um plano concreto para a transição climática justa, mesmo por parte de candidaturas consideradas mais progressistas, e a ascensão de discursos negacionistas, como o de Flávio Bolsonaro, pintam um cenário preocupante para as próximas eleições.
A eleição de parlamentares que priorizem a natureza e conectem a economia a ela é crucial para influenciar políticas ambientais e restringir ações destrutivas, garantindo um futuro mais sustentável e com qualidade de vida. 🌍

