Economista do UBS: Reforma do Judiciário é crucial para investimento no Brasil

Destaques
- •Solange Srour, do UBS Global Wealth Management, destaca a reforma do Judiciário como fator tão importante quanto a pauta econômica para o Brasil.
- •A economista aponta a insegurança jurídica como um dos motivos para a queda do investimento no país, defendendo medidas como fim de decisões monocráticas e código de ética.
- •Srour também ressalta a necessidade de ajuste fiscal, com foco em gastos obrigatórios, para a queda dos juros e recuperação econômica.
A reforma do Judiciário é um tema tão relevante quanto a pauta econômica para o Brasil, segundo Solange Srour, diretora de macroeconomia para o país no UBS Global Wealth Management. A declaração foi feita durante a Conferência MBA Brasil 2026, em Chicago, nos Estados Unidos.
Srour argumentou que a insegurança jurídica, um problema que se arrasta por décadas e que já afetou os Três Poderes em questões de corrupção, é um fator diretamente proporcional à queda do investimento no Brasil. Ela acredita que o novo Senado, eleito recentemente, colocará a reforma na pauta, com discussões que já começam a se desenhar, como a definição de mandatos no STF, o fim das decisões monocráticas e a elaboração de um código de ética.
Reforma do Judiciário e investimento
A economista enfatizou que a reforma do Judiciário é uma pauta que virá e que sua importância é equiparada à da agenda econômica. Para ela, a insegurança jurídica afasta investimentos, prejudicando o desenvolvimento do país.
A diretora do UBS mencionou que a discussão sobre a reforma do Judiciário pode incluir:
- Definição de mandatos para ministros do STF.
- Fim das decisões monocráticas.
- Elaboração de um código de ética para o Judiciário.
Essas medidas, segundo Srour, são essenciais para trazer mais segurança e previsibilidade ao ambiente de negócios brasileiro.
Ajuste fiscal e juros altos
Paralelamente à reforma do Judiciário, Solange Srour considera o ajuste fiscal como imprescindível para a economia brasileira. Ela afirmou que a questão dos juros altos está intrinsecamente ligada à política fiscal e que isso impacta diretamente o crescimento do país, com empresas enfrentando dificuldades financeiras.
“A questão do juros altos é fiscal, vai ter impacto no crescimento do Brasil, as empresas estão com a corda no pescoço”, disse Srour.
A economista avalia que não há solução que não passe pelo controle dos gastos obrigatórios. Segundo ela, se um ajuste fiscal não tratar dessa questão, os juros dificilmente cairão, e a economia continuará sofrendo.
A Conferência MBA Brasil 2026, em sua quinta edição, reuniu em Chicago executivos de grandes empresas brasileiras e internacionais para debater os rumos da economia e do empreendedorismo no Brasil. O evento ocorreu nos dias 6 e 7 de novembro.


