Doença de Newcastle: autoridades reforçam biosseguridade em granjas

Destaques
- •Identificação do vírus em aves de vida livre eleva preocupação com a circulação do patógeno.
- •Reforço de medidas de biosseguridade visa proteger plantéis comerciais e evitar contato com aves silvestres.
- •Produtores devem ficar atentos a sintomas como diarreia, torcicolo e aumento da mortalidade, comunicando suspeitas às autoridades.
Autoridades sanitárias e entidades do setor avícola reforçam a importância de medidas de biosseguridade nas granjas para a prevenção da doença de Newcastle. A identificação do vírus em aves de vida livre, como pombos, aumentou a preocupação com a circulação do patógeno no ambiente, mesmo sem vínculo direto entre as ocorrências. O objetivo é proteger os plantéis comerciais e evitar o contato entre aves domésticas e silvestres, que podem ser vetores do vírus.
Em Mato Grosso, o Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária do Estado) emitiu uma nota técnica em 28 de outubro com orientações para que produtores e médicos-veterinários reforcem os procedimentos de biosseguridade. As recomendações incluem a inspeção e correção de falhas em telas, portas e cortinas dos galpões para impedir a entrada de aves silvestres. Além disso, é preciso proteger comedouros, bebedouros e depósitos de ração, manter áreas externas limpas e eliminar resíduos de alimentos que atraiam pragas.
Principais protocolos de biosseguridade reforçados
A biosseguridade abrange procedimentos para impedir a entrada e disseminação de agentes infecciosos em estabelecimentos avícolas. As medidas devem ser permanentes, independentemente de casos confirmados na região. Entre os protocolos estão:
- Controle de acesso: Restringir a entrada de visitantes ao mínimo necessário e manter registros de pessoas e veículos que circulam na propriedade.
- Barreiras sanitárias: Obrigatoriedade de troca de roupas e calçados específicos para as áreas de criação, evitando o transporte de microrganismos.
- Limpeza e desinfecção: Procedimentos rigorosos para veículos, ferramentas e equipamentos antes de serem compartilhados.
- Proteção das instalações: Inspeção regular de telas, portas e cortinas para impedir a entrada de aves silvestres e proteção de comedouros e bebedouros.
- Tratamento de água e resíduos: Adequação do tratamento da água e destinação correta de carcaças e outros resíduos.
- Monitoramento e notificação: Acompanhamento diário das condições sanitárias dos plantéis e comunicação imediata ao serviço veterinário oficial sobre alterações suspeitas.
Sintomas e comunicação de suspeitas
Segundo o assessor técnico de Pecuária da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Marcos Carvalho, a mobilização dos produtores é fundamental. Ele ressalta que a prevenção depende do comprometimento de toda a cadeia produtiva e da atenção redobrada às condições sanitárias das granjas. Os produtores devem manter a vigilância, impedir o contato de aves de vida livre com as domésticas e observar qualquer alteração na saúde dos lotes.
Carvalho alerta para sintomas que podem indicar a presença da doença, como diarreia, torcicolo, secreção nasal, queda abrupta na produção de ovos e aumento da mortalidade. Qualquer sinal suspeito deve ser comunicado imediatamente ao Indea ou à Defesa Sanitária estadual, por meio do Sisbravet (Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias).
Matérias originais
- Newcastle: entenda os protocolos de biosseguridade nas granjas · cnnbrasil.com.br


