Do Rio ao Tanque: A Saga do Pescado que Move o Espírito Santo

Destaques
- •Comunidade indígena em Aracruz enfrenta escassez de peixes no rio Piraquê-Açu, possivelmente afetado pelo desastre de Mariana.
- •Piscicultura em tanques e a organização via cooperativas surgem como alternativas para garantir renda e sustento.
- •A cadeia produtiva do pescado no Espírito Santo envolve pescadores, agricultores, comerciantes e indústrias, movimentando a economia local.
A tradição do pescado no Espírito Santo está se reinventando. Em Aracruz, a comunidade indígena da Aldeia Piraquê-Açu, antes dependente do rio Piraquê-Açu para sustento, agora busca alternativas devido à diminuição drástica de peixes, um reflexo que o cacique Kara'í Perú associa ao desastre de Mariana.
Essa realidade impulsionou a criação de peixes em tanques e fortaleceu a organização em cooperativas, como a Coopram, que garante insumos e mercado para os produtores. A piscicultura, especialmente a de tilápia, responde por cerca de 7,18 mil toneladas anuais no estado, movimentando aproximadamente R$ 85 milhões.
A iniciativa de unir conhecimento tradicional e técnico, como no caso da estudante de Engenharia de Pesca Ianca de Oliveira Silva Lima, e a força do cooperativismo são cruciais para manter viva essa cadeia produtiva, que vai do pescador artesanal ao consumidor final, garantindo renda e preservando a cultura local. 💰
