Do Rio ao Tanque: A Saga do Pescado que Move a Economia Capixaba
Destaques
- •A tradição indígena de pesca no Rio Piraquê-Açu, Espírito Santo, enfrenta desafios ambientais, levando à adoção da piscicultura em tanques.
- •O Sindicato dos Pescadores (Sindipesca-ES) atua para organizar a cadeia produtiva fragmentada do setor, conectando produtores e consumidores.
- •A Coopram, cooperativa com mais de 700 membros, fortalece a piscicultura com fornecimento de insumos, compra garantida e investimento em beneficiamento, impulsionando a economia local.
A tradição milenar da pesca no Espírito Santo, que conecta indígenas, pescadores e comunidades ribeirinhas, agora se reinventa. O cacique Kara'í Perú relata a drástica mudança no Rio Piraquê-Açu, outrora fonte farta de alimento, hoje impactado por desastres ambientais, forçando a comunidade a buscar alternativas como a criação de peixes em tanques.
Essa transição, porém, não é solitária. O Sindipesca-ES trabalha para unir os elos dessa cadeia, muitas vezes fragmentada, desde o pescador artesanal até o consumidor final. Paralelamente, a Coopram, uma cooperativa robusta com mais de 700 cooperados, garante insumos, mercado e investe em beneficiamento, movimentando cerca de R$ 12 milhões em sua nova unidade.
A piscicultura, especialmente a de tilápia, que representa 99% da produção aquicola no estado, surge como um pilar econômico, gerando cerca de R$ 85 milhões anualmente e fortalecendo a renda de milhares de famílias capixabas, que encontram no cooperativismo a força para crescer.



