Disputa Real em Uganda: Sucessão Abrupta Gera Tensão
Destaques
- •Feroz disputa pela sucessão do Reino de Tooro eclodiu dias antes do funeral do rei.
- •Família real dividida: um lado aponta testamento com filho pequeno como herdeiro, outro nomeia apresentador de telejornal.
- •Rainha-mãe relata restrições à família, comparando a situação a 'prisão domiciliar', e pede paz para o funeral.
A sucessão do jovem e falecido rei Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV, que morreu aos 34 anos, virou uma disputa acirrada em Uganda. Dias antes do enterro, o reino tradicional de Tooro está em polvorosa com lados opostos sobre quem deve assumir o trono.
Enquanto anciãos do clã real anunciaram o apresentador de telejornal príncipe Edward Rukidi Kijanangoma, de 56 anos, como o novo monarca, a família próxima do falecido rei contesta. A irmã de Oyo, princesa Ruth Komuntale, afirma que o rei deixou um testamento de 2022 nomeando seu filho pequeno como sucessor, cujo nome nunca foi revelado.
A situação se agrava com relatos da rainha-mãe, Best Kemigisa, sobre restrições à família, incluindo a retirada de guardas reais e mobilização de soldados, que ela descreveu como "prisão domiciliar". Ela apela ao presidente Yoweri Museveni por paz para lamentar e enterrar seu filho.
A tradição de Tooro difere da monarquia britânica, pois o monarca é escolhido entre o clã dinástico Babiito, e não por linha de sucessão direta. O comitê de sucessão alega ter feito "devida diligência", mas a família real insiste que os desejos do falecido rei devem ser respeitados, especialmente em relação ao seu filho, que ainda não foi formalmente apresentado ao clã.
O Ministro da Cultura, Henry Tumukunde, interveio e supervisionará os esforços de mediação, com expectativa de um desfecho após consultas com o presidente e líderes culturais. A disputa levanta questões sobre a clareza e a aplicação das tradições de sucessão em um momento de luto nacional.


