Direita assume o controle da Comissão de Direitos Humanos na Alerj

Destaques
- •Oposição teme que a mudança na presidência da Comissão de Direitos Humanos na Alerj comprometa fiscalização e audiências importantes.
- •A base governista, alinhada ao bolsonarismo, articula para eleger o deputado Alexandre Knoploch (PL) para o comando do colegiado.
- •A disputa pela comissão é vista como parte da pré-campanha de Douglas Ruas (Republicanos), presidente da Alerj, ao governo do estado.
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) está passando por uma reorganização nas comissões permanentes que acendeu o alerta da oposição. O foco principal é a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, historicamente dominada pela esquerda.
A movimentação, liderada pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas, visa imprimir uma marca mais alinhada ao bolsonarismo, de olho na pré-campanha ao Palácio Guanabara. A base governista, com o apoio do PL, articula para que o deputado Alexandre Knoploch assuma a presidência do colegiado, rompendo um longo domínio de partidos de esquerda.
A oposição, especialmente o PSOL, teme que essa mudança comprometa o acervo de informações acumulado pela comissão, que já atendeu cerca de 2 mil famílias e reuniu denúncias sobre violência policial e violações de direitos humanos. Preocupam-se também com o rumo de audiências públicas importantes, como a que discutirá o uso de câmeras corporais por policiais militares.
A comissão, admitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF das Favelas, pode ter seu papel na fiscalização da letalidade policial alterado. O PSOL estuda reações políticas e jurídicas, mas há receio de que ações judiciais, como um mandado de segurança, não sejam bem-sucedidas, lembrando o caso da CPI do Banco Master.
A disputa pela presidência da comissão de direitos humanos na Alerj pode indicar um acirramento político no estado. 📉

