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Digitalização do Estado: O Ponto Cego do Servidor Público

09 de outubro de 2026

Destaques

  • •A transformação digital no Brasil foca em plataformas e algoritmos, mas negligencia a capacitação do servidor público.
  • •Tecnologia amplifica deficiências: processos mal desenhados ou servidores sem formação geram burocracia mais rápida.
  • •A Lei do Governo Digital e outras normas exigem servidores qualificados para redesenhar serviços, gerir dados e garantir a legalidade e impessoalidade nas decisões automatizadas.

A digitalização do Estado brasileiro tem um ponto cego: o servidor público. Enquanto se fala muito em plataformas e IA, pouco se discute sobre quem opera, interpreta e corrige esses sistemas no dia a dia.

A tecnologia, por si só, não resolve problemas. Um processo mal desenhado, ao ser digitalizado, vira apenas um processo ruim mais rápido. Sem servidores qualificados para entender e corrigir os sistemas, a inovação se transforma em mera automação da burocracia.

A legislação, como a Lei do Governo Digital, já prevê a necessidade de servidores capazes de redesenhar fluxos e gerir dados. A capacitação deve abranger aspectos técnicos, gerenciais e, crucialmente, jurídico-éticos, garantindo que algoritmos não comprometam a legalidade e a impessoalidade.

Investir em sistemas sem investir em pessoas é como construir estradas sem formar motoristas. A verdadeira transformação digital passa por qualificar, valorizar e proteger o servidor, colocando-o no centro da estratégia para garantir uma administração eficiente e humana.

Fontes

https://tiinside.com.br/feed/

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